Em 1808, a família real portuguesa transferiu-se para o Brasil, movida pelos acontecimentos que se sucediam na Europa. Napoleão Bonaparte havia decretado o chamado Bloqueio Continental com a Inglaterra e obrigou os países europeus a executá-lo. Para não romper com a Inglaterra, o príncipe regente D. João não cumpriu o decreto, pois era aliado a tradicional nação inglesa. Tal fato ocasionou a invasão de Portugal e a transferência da Corte para o Brasil, como medida preservadora da monarquia de Bragança.
A permanência da família real no Brasil foi benéfica para a colônia, pois fez acelerar o processo de independência. Logo ao chegar, D. João decretou a abertura dos portos. Isso significava a liquidação do monopólio até então exercido por Portugal. E muitas outras medidas importantes foram tomadas nessa época, tais como a permissão para o estabelecimento de indústrias, a criação do Banco do Brasil, da Imprensa Régia e da Academia de Belas Artes.
Poucos anos depois, o progresso decorrente de certas medidas favoráveis ao Brasil facilitou a elevação do Brasil à categoria do Reino Unido ao de Portugal e Algarves. Tal fato significava a equiparação à antiga Metrópole. Em 1821, D. João VI que se tornara rei após a morte de sua mãe (em 1818), voltou para Portugal pressionado que foi por uma revolução que explodira na cidade do Porto em 1820 e que exigia sua volta sob pena de fazê-lo perder o reino.
A estada de D. João VI no Brasil foi o estágio mais importante do processo de nossa independência. Logo que o rei regressou a Portugal, as Cortes , tomaram uma série de medidas para recolonizar o Brasil. Essas medidas encontraram oposição do País, inclusive por parte do Príncipe Regente que, tendo recebido ordens para voltar a Portugal, preferiu desobedecer e elas. Esse gesto chama-se “Dia do Fico”: 9 de janeiro de 1822. Durante a regência de D. Pedro foi organizado o Ministério no qual a figura mais importante foi a de José Bonifácio de Andrada e Silva – o Patriarca da Independência . D. Pedro defendeu a causa brasileira, pois a decisão das Cortes de anular a autoridade do regente, colocando-se em total dependência de Portugal, deu-lhe impulso ao movimento emancipador. E no dia 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga (rio), em São Paulo, D. Pedro declarou o Brasil oficialmente separado de Portugal. E assim estava oficializada a independência do Brasil.


